22 de maio de 2017

Eu que nunca me casei...

... vejo-me agora a tentar organizar um batizado e dois aniversários sozinha. Tratar das coisas na igreja e tentar gerir as compatibilidades para se ser madrinha ou padrinho. Procurar um local agradável mas que não me leve à falência e ter de escolher o menu. Organizar as mesas e dar-lhes um nome. Pensar na decoração do(s) bolo(s). Escolher a roupa e os sapatos das minhas duas patuscas. Escolher a minha roupa. Fazer os convites e recolher as moradas de toda a gente para que fossem entregues «à moda antiga». Escolher quem irá fotografar. Imaginar o que poderei fazer para marcar o dia nas recordações dos convidados. E saber que alguma coisa importante me vai escapar.

Mas valerá a pena. Celebrar no mesmo dia o batismo, um ano de vida e o início do processo que me salvaria a vida é algo que não poderia ser feito de ânimo leve.

18 de maio de 2017

Ter um Bordallo ao preço da chuva

Para quem quer ter umas peças de louça de Bordallo Pinheiro ou oferecer uma peça bem portuguesa sem gastar muito dinheiro, a empresa lançou agora uns ímanes amorosos de €6 a €28 que são bem catitas.

Ora vejam:

Podem ser comprados online aqui.

17 de maio de 2017

Ser mãe de gémeas é... #33

... entrar num centro comercial já com duas fraldas sujas na mão, que tive de mudar no estacionamento no porta-bagagens do carro.

11 de maio de 2017

Canção doce, de Leila Slimani

Precisam de um livro que vos agarre bem a sério e que à noite vos obrigue a dormir um pouco menos para ler um pouco mais? É este. Sessenta páginas por noite foi a minha média (hoje em dia só consigo ler já depois de me deitar), o dobro ou o triplo do que costumo ler.

Leila Slimani é uma jovem escritora franco-marroquina (tem apenas 35 anos) que, com este Canção doce, ganhou o Prémio Goncourt 2016, que premeia livros de que gosto quase sempre.

Este livro começa pelo final, pelo assassínio de duas crianças pela ama que cuidava delas. Mas já sabendo o final, vamos querer saber o que levou a ele, e aqui deparamo-nos com Louise, uma mulher praticamente sem vida própria que se agarra à vida das pessoas para quem trabalha. À medida que as páginas avançam, Louise vai-nos sufocando cada vez mais através da sua intromissão naquela família que a ela recorreu para que a mãe possa ser também uma profissional.

Não é um livro policial, nem um thriller, mas antes uma análise à vida dos nossos dias, em que trabalhar e ter filhos se torna um desafio e que nos leva a tomar decisões que nem sempre são as melhores. Gostei muito.


9 de maio de 2017

Ser mãe de gémeas é... #32

... preparar a roupa no dia anterior para elas vestirem, não preparando a minha. E, ao chegar à escola, dizerem-me que o que visto está a combinar com elas. É recorrente e inconsciente, garanto.