23 de janeiro de 2017

18 de janeiro de 2017

Está explicado...

... porque é que a Vespa não gosta muito de festinhas no dorso. Deve ter-se composto pouco tempo antes.

17 de janeiro de 2017

Beleza colateral, de David Frankel


O publicitário nova-iorquino Howard Inlet (Will Smith) é um homem de sucesso, gerindo uma agência inovadora onde todos o admiram. Até que um dia a sua vida pessoal muda da maneira mais trágica, deixando-o sem capacidade para gerir o que o rodeia e o que está dentro dele.

Com a agência em maus lençóis, três dos seus colegas e maiores amigos (Edward Norton, Kate Winslet e Michael Peña) veem-se a braços com a tentativa de o tentarem recuperar a ele e, inerentemente, o negócio.

Quando descobrem que Howard escreveu cartas aos que, para si, são os três elementos fundamentais da vida - o Tempo, o Amor e a Morte -, decidem contratar três atores amadores (Keira Knightley, Helen Mirren e Jacob Latimore) para vestirem as personagens e confrontarem Howard com as cartas que escreveu.

Apreciei o filme, apesar de continuar a não encontrar beleza na morte. Surpreendeu-me o final. E gostei do elenco, de luxo mas em que as personagens não se sobrepõem umas às outras.

16 de janeiro de 2017

Estou onde não estou

Ser mãe de gémeas, estar a trabalhar e deixá-las na escola tem que se lhe diga. E as manhãs são, sem dúvida, os momentos mais difíceis de todos. Mas as tardes não lhes ficam atrás.

Levanto-me às 7h para tratar de mim antes de as acordar. Acordo-as pelas 7h45/8h, dou-lhes comida, visto-as enquanto não param de se mexer... e nisto tudo já passa das 9h e ainda tenho de lhes mudar novamente a fralda, que tem presente. Levo-as à escola e entro na editora às 10h. Às 16h30 saio, com a sensação de deixar imenso trabalho por fazer. Vou buscá-las e chegamos a casa pelas 17h15/17h30. Entre dar-lhes banho, elas dormirem mais uma sestinha de que precisam, dar-lhes jantar e contar uma história não estou quase tempo nenhum com elas. Às 20h30 estão na cama.

É uma sensação de não estarmos num lado nem noutro... Daqui a 5 meses, quando deixar de ter a redução de horário, vai ser bonito, vai!

14 de janeiro de 2017

Para que saibam

Uma semana depois da morte deste senhor que considero um dos pais da democracia em Portugal e que sem proveito próprio tanto fez por nós, respondo assim a todos os que nas redes sociais, escondidos atrás dos seus teclados, o enxovalharam a ele e a todos os que o respeitam.

El Mundo, Espanha.
El País, Espanha.
La Vanguardia, Espanha.
ABC, Espanha.
Le Figaro, França.
Le Monde, França.
Libération, França.
La Repubblica, Itália.
Bild, Alemanha.
O Globo, Brasil.
Folha de São Paulo, Brasil.

11 de janeiro de 2017

Órfãos do Eldorado, de Milton Hatoum

Tinha este livro já há uns bons anos, oferecido pelo meu primo carioca. Há uns meses, quando regressei do hospital, estava a meio de outro, bem mais grosso, e que na altura não tinha forças (físicas) para pegar e ler na cama. Lembrei-me então deste: pequenino, levezinho e com valor afetivo.

Fiquei impressionada em como um livro tão pequeno pode contar a vida de várias gerações e ao mesmo tempo retratar toda uma época e a sua decadência. O Eldorado era Manaus, cidade de grandes riquezas e de muito comércio, onde todos iam parar. A história é contada por Arminto Cordovil, já velho, que conta como cresceu órfão de mãe e filho de um abastado fabricante de borracha, como foi expulso pelo pai depois de uma relacão com uma criada mais velha, como por amor a uma índia órfã criada por carmelitas deixou que a fortuna que o pai lhe legou desaparecesse mais depressa do que era suposto. Desaparece a fortuna, desaparecem as casas, desaparecem os criados.

Pelo meio, este pequeno grande livro ainda consegue falar de lendas, feitiços e maldições, num encadeamento perfeito entre realidade e ficção.

Nota: Apercebi-me entretanto de que este livro já deu um filme em 2013. Mais uma prova de que por vezes não é preciso escrever muito para criar boas imagens.

10 de janeiro de 2017

Ser mãe de gémeas é... #17

... dar banho a ambas na mesma água, preocupando-me apenas se a água não terá arrefecido demasiado entre o banho de uma e o da outra.